Botos ou Golfinhos? Fatos e curiosidades sobre os amigos dos surfistas #edição1

A partir de hoje vamos aprender muito sobre os botos ou golfinhos que são muito comuns entre o crowd de surfistas do Cassino entre outras praias e também frequentadores da orla da praia.

Com informações e curiosidades desvendadas pelo Projeto Botos da Lagoa o novo colaborador da kssino.com, iniciamos uma série de informações que vem tirar inúmeras dúvidas destes animais marinhos que conquistam a quem a vistam.

OS BOTOS

Os Botos da Lagoa dos Patos são uma população de golfinhos-de-Lahille (Tursiops gephyreus) que utiliza o estuário da Lagoa dos Patos e as áreas costeiras adjacentes – Praia do Mar Grosso (São José do Norte, RS) e Praia do Cassino (Rio Grande, RS) – como seu habitat. O estuário é o local onde as águas doces e salgadas se encontram, proporcionando um ambiente com diversidade e abundância de alimento. Cerca de 90 golfinhos fazem parte da população local – que é a maior registrada para a espécie – e, como pertencem ao topo da cadeia alimentar, são bons indicadores da saúde do ecossistema.

Os botos-de-Lahille possuem características genéticas e morfológicas diferentes do golfinho-nariz-de-garrafa oceânico (Tursiops truncatus). Além disso, são encontrados apenas nas regiões costeiras do sul do Brasil, Uruguai e Argentina, diferente do golfinho-nariz-de-garrafa, que pode ser encontrado em quase todos os oceanos.

Como vivem associados às regiões costeiras, os botos ficam expostos a diversos impactos das atividades humanas. As capturas acidentais em redes de pesca, as atividades portuárias, poluição e a diminuição das suas presas no ambiente são as principais ameaças conhecidas para esta espécie. Além disso, por viverem em uma área restrita, acredita-se existir um número muito reduzido de botos desta espécie e, portanto, correm um maior risco de extinção. Por esta razão, a espécie encontra-se listada como VULNERÁVEL na lista vermelha da IUCN e como EM PERIGO na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas.

CURIOSIDADES #1

 ###  Boto ou golfinho?  ###

“Isso é boto ou golfinho?” Não são poucas as vezes que a gente ouve essa pergunta. É comum associar o nome boto ao golfinho de rio, talvez pela lenda folclórica do ‘boto-cor-de-rosa’ das águas amazônicas. Mas boto é simplesmente o nome popular para o golfinho que ocorre em cada lugar. Aqui, chamamos de boto o Tursiops truncatus gephyreus, mais conhecido como golfinho-nariz-de-garrafa ou golfinho Flipper, bem famoso pelos filmes ou parques aquáticos. Já no Rio de Janeiro, por exemplo, a espécie Sotalia guianensis é a que leva o nome de boto, sendo conhecida como boto-cinza. Assim, não precisam estranhar quando chamarem de boto o golfinho de água salgada.

O PROJETO

 O Projeto Botos da Lagoa iniciou na década de 70, com pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), e se estabeleceu definitivamente em 2005, permanecendo desde então sediado no Museu Oceanográfico Profº Eliézer de Carvalho Rios. O projeto tem como objetivo principal promover a conservação do boto-de-Lahille, através da divulgação científica e de uma investigação detalhada e de longo prazo sobre a biologia e ecologia da espécie, além de sua interação com os seres humanos.

Visando compreender como estes animais respondem às perturbações antrópicas e variações naturais nos seus ambientes, o projeto monitora regularmente a população através do uso de múltiplas técnicas como a foto-identificação, coleta remota de biópsias (pele e gordura) com dardos adaptados, bioacústica, drones e monitoramentos de praia. O Projeto desenvolve estudos sobre a genética, estrutura social, ecologia alimentar, dinâmica e viabilidade populacional dos botos. Atualmente as pesquisas do Projeto Botos e Projeto Gephyreus têm apoio da Yaqu Pacha (@yaqupacha), Fundação Boticário (@fundacaogrupoboticario), Porto de Rio Grande (@portosrs) e é executado pelo ECOMEGA-FURG (@ecomegafurg), ONG KAOSA (@ongkaosa) e Pesquisas Ecológicas de Longa Duração Estuário da Lagoa dos Patos e Costa Marinha Adjacente (PELD-ELPA) (@peld.elpa).

… por Liane Amaral Dias / Assessoria de imprensa Projeto Botos da Lagoa / Fotos: Arquivo Botos da Lagoa

 

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